domingo, 13 de março de 2011

DOIS MODELOS SUGEREM FURACÃO NA COSTA DO BRASIL

[Atualizações importantes no final do post]

ARANI

Alerta-se para a formação de uma área de baixa pressão cujo centro se forma nas proximidades da costa do Espírito Santo a partir do domingo (13). Essa área de baixa pressão dará origem a um ciclone, ou seja, uma grande área da atmosfera cujos ventos se movem em sentido horário. Como a área de formação está posicionada no mar entre o Equador e o Trópico de Capricórnio, a divisão de tempestade severa da Agência Espacial Americana (NASA), classificou o ciclone como tropical em seus últimos boletins de alerta.

Segundo as últimas simulações, esta área de baixa pressão deve ganhar força entre segunda e terça-feira e gera forte agitação marítima entre o Rio de Janeiro, Espírito Santo e sul da Bahia, além de muita chuva nestes Estados. Mesmo lugares mais afastados da costa podem receber grandes volumes de chuva, como é o caso do interior do Sudeste, sul da Bahia e também para a zona da Mata de Minas Gerais.

Alerta-se então para o alto risco para a navegação e também para as atividades petrolíferas nestas áreas nos próximos dias.

Mesmo que o sistema se forme sobre o continente no domingo, a tendência segundo os modelos de previsão é que o ciclone se desloque para leste em alto-mar, se afastando da costa. Assim, mesmo que ganhe bastante força, tudo indica que o sistema já estará muito longe em mar aberto.

Os modelos globais seguem indicando a tendência deste sistema se intensificar durante este começo de semana à medida que se afasta da costa. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) está rodando o modelo GFDL – desenhado para acompanhar ciclones tropicais – a fim de monitorar esta depressão tropical na costa brasileira e, pela última rodada, da tarde do sábado, a trajetória é de afastamento do litoral brasileiro ao longo da semana.

Furacão?

Ainda é cedo para afirmar categoricamente que este ciclone se torne um furacão, um fenômeno raro mas que já registrou uma ocorrência no Brasil: Foi de 24 a 28 de março de 2004, quando ocorreu o Furacão Catarina na costa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina e que provocou a morte de três pessoas, com ventos máximos de até 176 km/h.

Caso este sistema de 2011 ganhe realmente força e se caracterize como furacão, órgãos de meteorologia nacionais já nomearam a possível tormenta: Arani, que na língua tupi-guarani significa "tempo furioso".




Esta simulação indica que o deslocamento do ciclone será inicialmente para sul. No final da segunda-feira, o centro do sistema deve estar posicionado em alto-mar 365 a quilômetros a leste da costa do Espírito Santo com 1002 hPa de pressão (posicionamento: latitude -21.53, longitude -37.00), com possível formação de olho na terça-feira. As rajadas de vento ficam na ordem dos 80 km/h.

Se esta simulação estiver correta, podemos estar diante da tempestade tropical Arani. Vale lembrar que, pela escala Saffir-Simpson de classificação de furacões, uma tormenta só é considerada como furacão no Atlântico quando os ventos superam os 117 km/h.

Fonte: Somar e MetSul Meteorologia

Não deixe de conferir as fotos adicionadas ao post da Catástrofe em São Lourenço do Sul: http://meteomont.blogspot.com/2011/03/situacao-de-catastrofe-em-sao-lourenco.html


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Atualização V - 15/03 às 23:29



Não é todo dia que se vê a imagem acima. Trata-se do mapa de monitoramento feito pela NASA de ciclones tropicais no mundo. No Atlântico Sul, aparece Arani como um ciclone tropical ativo. O fato do sistema passar a figurar como ativo no sistema da NASA significa que devemos receber imagens espetaculares do ciclone Arani geradas pela agência espacial americano nos próximos dias.

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Atualização IV - 15/03 às 08:50


As imagens de satélite mostram um ciclone tropical cada vez mais simétrico na costa do Brasil. As fotos realmente impressionam. Nunca na era observacional se viu sistema tão organizado e intenso como este em latitudes tão baixas como 22S, dentro da região tropical. O dado relevante para o público é que este ciclone, segue se afastando gradualmente do litoral brasileiro.


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Atualização III - 14/03 às 17:23


Começa a se esboçar, conforme avaliação da MetSul Meteorologia, a partir da análise de fotos de satélite, uma tempestade tropical (último estágio antes de furacão) na costa do Espírito Santo e do Litoral Norte do Rio de Janeiro. O último best track indicou o sistema ainda com vento de 30 nós, no patamar de depressão tropical, mas com pressão em queda para 1000 hPa, o menor valor desde o início do sistema. A trajetória é para Leste/Sudeste, logo de afastamento do continente.

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Atualização II - 14/03 às 08:52


Estação de Abrolhos, na costa baiana, registra vento forte contínuo e rajadas de até 80 km/h. Sistema no litoral do ES se intensifica.

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Atualização I - 13/03 às 15:44


Modelo americano chega a sugerir ciclone tropical no Atlântico Sul com pressão de 960 hPa, na sua última saída. Isso é compatível com furacão categoria 3.

DILÚVIO EM SÃO LOURENÇO DO SUL ERA IMPREVISÍVEL

O dilúvio que levou à inundação de São Lourenço do Sul era imprevisível.
De acordo com medições de agricultores, feitas em pluviômetros nas suas propriedades, choveu entre 300 e 500 milímetros em oito horas. Trata-se de um volume absurdo, se as medições estiverem corretas, afinal não existe estação meteorológica na área. Considerem que o maior acumulado em 24 horas (estamos falando de 24 horas e não 8 horas) em toda a primeira metade do século XX no Rio Grande do Sul foi de 310 milímetros em São Luiz Gonzaga em 21 de junho de 1920. Um acumulado de 500 milímetros corresponde a dois terços da chuva em Porto Alegre em abril e maio de 1941 no total dois meses, quando da grande enchente. É quase o dobro que caiu na região Serrana do Rio, agora em janeiro, em 24 horas. É um extremo ilógico e absurdo que foge à lógica de uma previsão, por mais que ela seja pessimista.

Nenhum meteorologista, com um mínimo de bom senso ou responsabilidade, faria um prognóstico de chuva de 500 milímetros sem um dado sequer que respaldasse a previsão. E jamais se viu um modelo numérico, tecnologia mais avançada no planeta para projeção de chuva, indicar 500 milímetros de chuva em tão-somente oito horas para uma área aqui no Brasil. Jamais. Para a tarde e noite de quarta-feira de Cinzas, o modelo americano GFS indicava não mais que 30 milímetros para aquela área. Numa saída, na véspera, o modelo rodado pelo Centro Europeu chegou a sugerir chuva forte, mas dentro dos parâmetros comuns de 50 a 75 milímetros. Outra tese que correu a mídia é que existissem modelos de maior resolução (fala-se muito no novo modelo do INPE) e se poderia prever a chuva extrema de São Lourenço. Pois, o modelo de grande resolução do Inmet (7km) não indicava tampouco chuva forte para a área.

O evento que levou à tragédia de São Lourenço, ademais, foi incrivelmente isolado. Na área urbana do município, somente veio a chover forte quando tudo já estava inundando, na manhã da quinta. O dilúvio se deu no interior do município. Tratou-se assim de uma ocorrência de microescala. Como é um tornado. Não se é capaz de dizer onde um tornado vai se formar exatamente. Nos Estados Unidos, onde tecnologia ou sofisticação não é problema, conforme um levantamento recente, alertas de tornados, acabam virando um "alarme falso" em 75% das vezes.

O argumento que a tecnologia de radar poderia antecipar com antecedência o episódio de São Lourenço é falacioso, já que o radar, tal como ocorre com fotos de satélites, apenas mostra condição momentânea. Não indica quanto choverá em seis ou doze horas a frente numa área. Rede de superfície, com medições de volumes de chuva em tempo real, se por um lado em nada auxiliaria para prever que ocorreria uma chuva extrema, por outro poderia registrar a precipitação extrema e permitir informar que enorme volume de água rumava pelo Rio São Lourenço para a cidade.

Vamos supor que tivéssemos dez radares no Rio Grande do Sul e uma estação automática a cada quilômetro no Estado na mais completa rede do mundo. O meteorologista, que está no centro de operações em Porto Alegre, enxergaria o dado assustador de chuva no interior de São Lourenço do Sul. E o que faria para alertar toda a população de forma imediata nas zonas urbana e rural, Prefeitura, Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Rodoviária, Brigada Militar, concessionárias de rodovias, etc, no meio da madrugada ? Morreria gente igual porque não temos um sistema de comunicação de emergência de massa e que possa levar informação de forma instantânea. Nem em muitas cidades do Corredor dos Tornados dos Estados Unidos há sirenes.

O que ocorreu em São Lourenço do Sul foi convecção (ar quente e úmido) associada a uma área de baixa pressão que formou uma nuvem muito carregada isolada que despejou grande volume de chuva de forma extremamente localizada, muito similar ao que se deu no interior de Dois Irmãos, na tragédia do Sítio da Fazenda Lima. Esta área de baixa, no dia seguinte (10/3) evoluiu, no entendimento da MetSul Meteorologia, para um ciclone. O efeito de orografia, como sugerido por alguns, em nossa avaliação, é da mesma forma desprezível e comparações que chegaram a ser feitas com o caso de Blumenau em 2009 absurdas. As elevações do terreno na região sequer se comparam às existentes no Leste catarinense. Ademais, tivesse sido orografia fator para a chuva preponderante para a chuva extrema, como se explicaria que Rio Grande, em planície e cercada de terreno plano por todos os lados, registrou 200 milímetros no dia 10.

A imagem de radar mostrava nitidamente a rotação e a banda principal de instabilidade associada ao sistema. Imerso o centro de baixa fechado em superfície numa massa de ar quente com suporte em altura de uma baixa fechada em níveis médios (centro frio), o que se tinha era um ciclone subtropical que rapidamente se dissipou no dia 11 à medida que avançou para o Sul e perdeu o suporte em altura. Nenhum modelo global ou regional, na véspera ou nos dias que antecederam o desastre em São Lourenço indicava ciclone, o que é raro de ocorrer, uma vez que tais sistemas de escala sinótica, em regra, costumam ser antecipados por modelagem numérica. Houvesse o indicativo pelos modelos da formação de um ciclone subtropical e se poderia sim se especular de evento extremo de chuva, já que o histórico deste tipo de sistema mostra tais ocorrências na mesma região (janeiro de 2009 e novembro de 2010). Interessante é que a instabilidade chegou a apresentar contornos de um sistema de nuvem vírgula invertida, mas nossa análise final não mostrou ter sede esta a causa da instabilidade extrema.

Enfim, o que é crucial ficar de lição deste episódio é que a despeito de todos notáveis avanços e da capacidade de se antecipar fenômenos com antecedência importante, algumas ocorrências, sobretudo de microescala (bastante isoladas) ainda seguem no terreno da imprevisibilidade na Meteorologia. Na Geologia, então, a previsão de sismos é um enorme desafio. É o imponderável da natureza. Nem a Sismologia nem a Meteorologia conseguem ter todas as respostas e satisfazer todos os anseios da sociedade, mesmo envidando os melhores esforços.

Fonte: MetSul Meteorologia
Adaptação: MeteoMont


sexta-feira, 11 de março de 2011

SOL, NUVENS, CHUVA E TEMPERATURA AMENA

Previsão do Tempo - 12/03 14/03
Corrigida em 11/03 às 14:47

No sábado a nebulosidade e a chuva tendem a predominar, principalmente no primeiro período em Montenegro. Mas mesmo assim podem ocorrer aberturas de sol. A sensação de abafamento continua. Temperatura mínima de 22°C e máxima de 31°C.

O sol aparece durante o domingo, ainda faz calor, mas com aumento de nuvens há chance de chuva a qualquer momento com a chegada de uma frente fria. Temperatura mínima de 21°C e máxima de 29°C.

Na segunda-feira o tempo melhora ao longo do período, com vento de Sul e o dia será muito ameno com sensação de frio ao seu final devido a chegada de uma massa de ar frio impulsionada pelo ciclone extratropical na costa. Não se descarta chuva/garoa na primeira metade do dia em Montenegro. Mínima de 15°C e máxima de 26°C.


OBS: Esta previsão está sujeita a alteração durante o seu período. Recomenda-se a leitura diária do blog.

quinta-feira, 10 de março de 2011

ENXURRADA HISTÓRICA EM MONTENEGRO

MONTENEGRO registra 110 milímetros em apenas duas horas e meia
Tem fotos da enxurrada em Montenegro? Envie para meteomont@gmail.com que serão publicadas aqui no blog


Foto: Tiago de Ávila

Foto: Tiago de Ávila

Foto: Jornal O Progresso

Autor desconhecido

Autor desconhecido

Autor desconhecido

Autor desconhecido



Autor do video: Edson Pereira


Autor do video: Jornal O Progresso

SITUAÇÃO DE CATÁSTROFE EM SÃO LOURENÇO DO SUL - TEMPO REAL

Chuva intensa localizada que atingiu as áreas de São Lourenço do Sul e Turuçu, no Sul do Estado, entre o meio da tarde da quarta-feira e o começo da madrugada de hoje, causou o bloqueio da BR-116. A principal rodovia da Metade Sul do Estado está interrompida no quilômetro 471,4, em ambos os sentidos, no município de São Lourenço do Sul. Em Turuçu, mais de duzentas famílias foram retiradas de suas casas por causa dos alagamentos. Há desalojados também em São Lourenço. Arroios transbordaram e as águas subiram rapidamente.

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Atualização XVII - 14/03 às 11:38

EXCLUSIVO: Fotos feitas pela família Cabaldi que viveu os momentos terríveis da inundação em São Lourenço do Sul. Confira abaixo:


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Atualização XVI - 11/03 às 11:17

Barragem em São Lourenço do Sul pode se romper se continuar chovendo na região: Alerta é do Comando Ambiental .

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Atualização XV - 11/03 às 10:03

CEEE: Neste momento, 3 mil clientes da área urbana e 2 mil da zona rural estão sem energia em São Lourenço.

Moradores começam a voltar para casa depois da água baixar em São Lourenço do Sul.

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Atualização XIV - 10/03 às 22:28

Não deixem de conferir as fotos do Iate Clube São Lourenço do Sul, disponíveis em http://www.conjuminando.com.br/fotos_sequencias/imag_sl_enxurrada

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Atualização XIII - 10/03 às 14:43

Sobe para cinco o número de mortos na enxurrada em São Lourenço do Sul.

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Atualização XII - 10/03 às 13:45

No ponto de vista meteorológico a classificação do sistema que trouxe tragédia no Sul está muito difícil: baixa pressão ordinária, nuvem-vírgula, cavado, depressão subtropical???
Segue chovendo no Sul do RS...

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Atualização XI - 10/03 às 13:35

Televisão informando que choveu 500 mm na região de São Lourenço em horas. Isso dá 150% da precipitação na Região Serrana do Rio em janeiro.

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Atualização X - 10/03 às 11:59

Pessoas questionam como esse fenômeno ocorreu em São Lourenço do Sul: Uma breve explicação:

1 - A chuva foi muito isolada, impossível de prevê-la. Para se ter uma ideia choveu muito no interior de São Lourenço (cidades vizinhas) e no centro da cidade não choveu tanto. As águas vieram como uma onda pelo arroio e rio da cidade e muito rapidamente inundaram toda a cidade.

2 - Nem o Rio Grande do Sul, nem o Brasil estão preparados para prever catástrofes naturais como esta. Não há equipamentos meteorológicos para isso aqui neste país.

3 - Somente a instalação de mais radares, estações, bóias e monitoramento 24 horas podem prever com antecedência de uma hora, ou alguns minutos que algum local terá essa quantidade absurda registrada em São Lourenço e mesmo com equipamentos de última geração é difícil a verificação.

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Atualização IX - 10/03 às 11:30

Imagens do satélite começam a mostrar que as áreas de instabilidade se concentram em volta da Lagoa dos Patos e outras áreas estão se aproximando do Leste Gaúcho (Litoral Norte). Grande Porto Alegre e Montenegro estão no meio de tudo isso. Devido a alta umidade do ar e ao calor, NÃO SE DESCARTA CHUVA FORTE EM MONTENEGRO NAS PRÓXIMAS HORAS.

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Atualização VIII - 10/03 às 10:43

Primeiras imagens começam a chegar: http://twitpic.com/482yxs

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Atualização VII - 10/03 às 10:36

Mirla, leitora do blog MeteoMont deixa o seguinte comentário: "Meu irmão eatá em cima da laje da casa na rua izolina passos 1221, tem outras pessoas com ele, por favor façam o resgate deles, porque a forte correnteza não permite que eles saiam."
Está mensagem acaba de ser divulgada para os meios de comunicação.

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Atualização VI - 10/03 às 09:52

Helicóptero avista corpo nas águas em São Lourenço do Sul. Primeira vítima confirmada da enchente. Chove torrencialmente na região. (Fonte: MetSul).

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Atualização V - 10/03 às 09:23

"Em 2 minutos eu saí com água no pescoço", lembra morador que tem 1,83m de altura. Dois helicópteros fazem o resgate de moradores isolados.

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Atualização IV - 10/03 às 09:14

Governo do Estado pede apoio da MARINHA para auxiliar nos resgates em São Lourenço, informa o vice-governador Beto Grill.

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Atualização III - 10/03 às 09:11

Imagem de radar e de satélite mostram mais instabilidade se formando no Sul gaúcho, podendo chover novamente de forma forte a intensa na região já castigada. Vale lembrar que essa chuva foi (e está sendo) EXTREMAMENTE LOCALIZADA, impossível de prevê-la com antecedência.

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Atualização II - 10/03 às 09:00

Moradores de parte de São Lourenço estão em cima dos telhados de suas casas. Forte correnteza dificulta resgate. Barco dos bombeiros virou.

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Atualização I - 10/03 às 08:56

Situação é dramática em São Lourenço do Sul. Prefeito descreve "quadro de catástrofe". Água atinge 3 metros na área central da cidade.